Desde a fundação do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, em 1997, a organização se dedica à promoção dos direitos humanos e tornou-se uma referência sobre sistema penitenciário e encarceramento feminino. Sempre atento à realidade do cárcere, o ITTC prioriza projetos e intervenções dentro das unidades prisionais e em contato direto com as pessoas privadas de liberdade, contribuindo - a partir desta perspectiva - para a promoção de políticas públicas garantidoras de direitos.

O ITTC sabe que a maioria das mulheres encarceradas que acompanha em seus quase 20 anos de atuação são trabalhadoras, provedoras de suas famílias, mães e, frequentemente, nunca tiveram contato prévio com a justiça criminal. Muitas delas possuem baixa escolaridade e com uma frequência alarmante sofreram violência doméstica, passaram por abusos e padecem de problemas de saúde mental. A revisão do paradigma de encarceramento dessas mulheres é uma das principais demandas que compõem a visão do ITTC (confira o infográfico sobre mulheres e tráfico de drogas).

Em 2015, o ITTC continuou o trabalho realizado desde 2001 com as mulheres estrangeiras privadas de liberdade e egressas e consolidou uma parceria com a Defensoria Pública da União, fortalecendo a estrutura de acesso à justi- ça para este público. O ano também foi marcado pelo grande avanço da discussão pública sobre as alternativas ao encarceramento. Além da implementação das audiências de custódia, que o ITTC apoia e monitora, o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) se dedicou a discutir e reformular a Política Nacional de Alternativas Penais e o ITTC foi chamado, como representante da sociedade civil, a participar deste processo.

No ano de 2015, o ITTC também passou a se dedicar à análise da principal causa do encarceramento feminino no Brasil: a política de drogas nacional e internacional. A partir de um grande esfor- ço de levantamento e análise conjuntural, a equipe se inseriu no debate público sobre a revisão da política de drogas no Brasil, colaborou com organizações de outros países americanos para construir propostas de mudança das políticas de drogas sob um viés de gênero e produziu materiais voltados à compreensão de um público mais amplo a respeito da necessidade desta mudança de paradigma.

Para alcançar sua finalidade social, o Instituto empreendeu um grande esforço de fortalecimento de sua estrutura organizacional nos últimos anos. Em 2015, criou uma coordenação técnica e uma coordenação de desenvolvimento institucional e recebeu apoio para a consecução de projetos voltados a essa finalidade. 

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