O perfil de homens e mulheres em prisão provisória é semelhante em todo o mundo: desempregados no momento da detenção, provenientes das camadas mais pobres da sociedade, sem domicílio fixo, beneficiários de subsídios do governo e desprovidos de recursos para contratar advogados e pagar fianças. Quando detidas provisoriamente, as condições financeiras dessas pessoas tendem a se deteriorar ainda mais, pois ficam impedidas de trabalhar e perdem suas rendas e seus empregos, mesmo quando o período na prisão é relativamente breve.

As pesquisas apontam que as mulheres em prisão provisória são comumente acusadas de crimes não violentos, relacionados a drogas, e que as consequências da detenção são mais graves para elas do que para os homens, pois, além de perderem emprego, casa e vagaemprogramasdesaúde,quandosão mães, elas veem a guarda de seus filhos dependerem de decisões do sistema de justiça.

Registe-se para recever as Alertas mensais do IDPC e obter informação sobre questões relacionadas com as políticas de drogas.