Adeolu Ogunrombi

Este artigo explora as razões pelas quais a África Ocidental tem sido tradicionalmente utilizada como rota de tráfico de drogas e como ela vem se tornando cada vez mais uma região de consumo e produção, mesmo com o uso constante das políticas repressivas adotadas pelos governos do Oeste Africano perpetuadas por meio do conceito de “guerra às drogas”. O artigo tenta explicar o recurso contínuo a essas políticas, examinando tanto o contexto internacional quanto o local. Finalmente, destaca-se o impacto desastroso que essas políticas têm sobre os direitos humanos na região, focando a situação na Nigéria e em Gana.

O volume do tráfico de drogas ilícitas que perpassa a África Ocidental tem continuado a crescer nas últimas décadas, principalmente proveniente dos países latino-americanos em direção aos prósperos mercados europeus e norte-americanos.1 Esse mercado em crescimento é estimado em bilhões de dólares anualmente2 e não parece haver sinal algum de redução.

A escolha da África Ocidental por traficantes tem sido atribuída a uma série de fatores, tais como sua vulnerabilidade geográfica em termos de acesso facilitado e seus fracos sistemas de vigilância inter e intra-estaduais.3 Outros fatores incluem as medidas internacionais de combate ao narcotráfico, que afastam os traficantes de suas rotas habituais saindo da América Latina em direção aos países europeus4 para rotas que ofereçam menos resistência por meio da África Ocidental5, aliadas à disponibilidade e disposição de colaboradores locais. Esse desafio crescente também gera a enorme responsabilidade de identificar meios para se resolver o problema. Muitos dos governos da região têm adotado a ideologia populista de “guerra às drogas”.

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