As estatísticas sobre o consumo de drogas estimam que aproximadamente 14,5 milhões de europeus já consumiram cocaína pelo menos uma vez na vida (4,3% dos adultos com idade entre 15-64 anos), 12,5 milhões experimentaram anfetaminas e cerca de 11 milhões já consumiram ecstasy.

Actualmente, a panóplia de substâncias psicoactivas de uso recreativo disponíveis, com excepção do álcool, são ilegais em toda a Europa. Infelizmente, anos de experiência mostram que as medidas repressi-vas raramente impedem as pessoas de usar drogas. Além disso, o uso de drogas ilegais muitas vezes ocorre em situações duvidosas, em circunstâncias ambíguas, que surgem como consequência das mui-tas regras implícitas que actualmente regem o mercado ilegal, mas também são influenciados pelo local onde as drogas são produzidas, distribuídas e vendidas aos consumidores. A natureza clandestina do trá-fico de drogas e a vontade de maximizar os lucros são duas das principais forças que dão forma ao mer-cado ilegal. Um dos efeitos adversos deste mercado é que as drogas ilícitas são muitas vezes cortadas com outras substâncias mais baratas para aumentar os lucros ou são substâncias com doses perigosa-mente altas.

A falta de conhecimento concreto sobre os compostos activos e as doses de muitas drogas representa um risco para a saúde, com resultados muitas vezes fatais como temos visto em inúmeras situações. O Drug Checking apresenta-se como uma resposta directa à necessidade de reduzir os riscos para saúde do consumo de drogas ilegais. Apesar de já existir há algum tempo o Drug Checking continua a ser uma abordagem controversa. Alguns países têm abraçado totalmente este tipo de serviço, emergindo como parte integrante do sistema nacional de saúde, enquanto outros têm mostrado alguma relutância em implementar o Drug Checking a qualquer nível.

Esta publicação reúne respostas a muitas das mais frequentes perguntas sobre Drug Checking. O principal objetivo é dar uma visão geral e concisa do Drug CHecking actualmente.

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