Estamos no limite de um importante avanço na resposta à SIDA. A visão de um mundo com zero novas infecções por VIH, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a SIDA capturou a imaginação de vários parceiros, intervenientes e pessoas que vivem e são afectadas pelo VIH. As novas infecções pelo VIH continuam a decair e mais pessoas que nunca estão a começar tratamentos. Com a investigação a dar-nos evidências sólidas de que a terapia anti-retroviral pode prevenir novas infecções pelo VIH, houve um estimulo para que 6.6 milhões de pessoas estejam agora a receber tratamento em países de baixo e médio rendimentos.: aproximadamente metade daqueles elegíveis.

Apenas há uns anos atrás, falar sobre acabar com a epidemia da SIDA a curto prazo parecia impossível, mas a ciência, o apoio político e as respostas da comunidade estão a começar a mostrar resultados claros e tangíveis.

No entanto, para ser efectiva, a resposta à SIDA deve ser transformada. Temos de passar de uma abordagem de curto-prazo, fragmentada para uma resposta estratégica a longo-prazo com investimento correspondente. O mapa para esta visão é claro. A Assembleia Geral das Nações Unidas traçou novos objectivos arrojados na sua histórica Declaração Política sobre VIH/SIDA em 2011: Intensificando os Nossos Esforços para Eliminar o VIH/SIDA, com um enfoque em objectivos claros, com prazos bem definidos, desenhados para trazer o fim do VIH e também melhorar a saúde humana em diversas comunidades.

Para alcançar esses objectivos e trazer um final à SIDA temos de pisar o acelerador. Em conjunto com os parceiros a UNAIDS mapeou uma nova moldura para os investimentos na SIDA, focada em estratégias de alto impacto e alto valor.

O mundo não pode chegar aos alvos e espírito da Declaração Política a não ser que os país e doadores se comprometam a usar as ferramentas disponíveis, focando-as nos programas mais eficazes e investindo adequadamente.

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