By Rocha Almeida

Fez o ano passado 40 anos que se iniciaram, em Portugal, os tratamentos de substituição com Cloridrato de Metadona (metadona) a dependentes de opiáceos. A data não mereceu qualquer motivo especial de referência, talvez porque hoje em dia a dimensão dos problemas com o consumo de opiáceos já não tenham a visibilidade e a gravidade que tiveram anteriormente na sociedade portuguesa ou porque este programa terapêutico continue a ser controverso para alguns setores da saúde e mesmo da sociedade em geral. Mas há também quem tanto fale do sucesso e dos resultados positivos da política portuguesa sobre drogas e se esqueça de referir que este modelo sempre assentou numa abordagem integrada com intervenções nas áreas da prevenção, da dissuasão, da redução de riscos e minimização de danos, do tratamento e da reinserção. Felizmente que há quem assim o entenda e escreva como é o caso de Werner Sipp, President of the International Narcotics Control Board, organismo das Nações Unidas, quando em 2015 se referia à política portuguesa de drogas “Obviously, the drug situation in Portugal has been improving in several areas since its establishment. This might be at least partly due to the specific “dissuasion policy” of this country, but probably also to other efforts undertaken by the Portuguese Government, namely the introduction of health and social policy reforms and the expansion and improvement of prevention, treatment and social reintegration programmes for drug users.