No início dos anos noventa do século passado, a brigada a que pertencia, na então SCITE-Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes da PJ, investigava movimentações suspeitas nas imediações de uma casa sita em pleno coração do Casal Ventoso. Diversos suspeitos de serem consumidores de produtos estupefacientes entravam na dita casa e saíam, regra geral, passados 20 a 30 minutos. Alguns deles, após o abandono daquela, seriam seguidos e abordados longe do local verificando-se que  nada transportavam que os comprometesse. Pareciam tranquilos e agora, à vista próxima, apresentavam características típicas de consumidores de opiáceos. Na posse de Mandados de Busca, entrámos de surpresa na habitação, logo após uma outra nossa equipa, posicionada à distância e munida de equipamento adequado, nos ter comunicado que no interior do alvo  já se encontravam ente 7 a 8 suspeitos. Deparámo-nos com uma cena digna do filme Apocalypse now: vários toxicodependentes injetavam-se  com heroína, em diversas partes do corpo, mais propriamente, naquelas onde ainda era possível, sem as mínimas condições de higiene.