Há dois anos e meio, a cidade de São Paulo vem mostrando que é possível melhorar a vida das pessoas que usam crack e outras drogas nas ruas sem varrer o problema para debaixo do tapete. 

O programa De Braços Abertos conseguiu que 500 pessoas da maior cena de uso de crack do país escolhessem pacificamente desmontar seus barracos nas calçadas para dormir em hotéis sociais e participar de frentes de trabalho. 

Com endereço fixo e a segurança de ter onde dormir, comer e trabalhar, essas pessoas construíram uma nova relação com as equipes da saúde e assistência social da prefeitura. E os resultados já apareceram: 95% aprovam o programa, 88% diminuíram o consumo de drogas, 83% estão em tratamento de saúde e 54% retomaram o contato com a família, segundo pesquisa independente da Plataforma Brasileira de Políticas sobre Drogas e informações dos beneficiários.

É por isso que o programa tornou‐se referência mundial na redução de riscos e danos para usuários de drogas. Os paulistanos, que acabam de escolher um novo prefeito, já sabem que redução de danos não é bolsa‐crack e por isso 69% apoiam o programa, segundo o Datafolha. Se essa política acabar, para onde vão as 500 pessoas que nenhuma outra política conseguiu acolher? E aqueles que ainda estão nas ruas e aguardam a expansão das vagas? 

Não queremos voltar atrás. Não podemos deixar ninguém para trás. As políticas de redução de danos para usuários de drogas no município de São Paulo têm que continuar crescendo.

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Thumbnail: Fernando Pereira/ Secom/ PMSP