Já passava das 3h quando Thiago Tomazine, então com 22 anos, foi parado por dois policiais militares na porta de sua casa, na Tijuca, depois de uma noite servindo bebidas em um bar do Leblon, onde trabalhava como garçom. Após PMs encontrarem 600 miligramas de maconha em seu maço de cigarros, ele foi levado a uma delegacia, onde ficou até amanhecer, enquanto era feito um boletim de ocorrência. O fato aconteceu em 2012 e, até hoje, a anotação por porte de drogas consta em sua ficha criminal.

O caso engrossa estatísticas que comprovam: a repressão ao usuário vem crescendo nos últimos anos, na contramão da discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) para a descriminalização do porte de drogas para uso próprio. Há mais processos tramitando no Tribunal de Justiça do Rio por cultivo ou porte de entorpecentes do que ações por tráfico. A pedido do GLOBO, a Divisão de Coleta e Tratamento de Dados do TJ levantou que, de 2013 até julho de 2015, foram abertos 20.984 processos por porte de drogas para uso próprio, contra 20.823 referentes a pessoas acionadas na Justiça por tráfico.

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Miniatura Flickr CC Katheirne Hitt