Juliana Belloque, defensora pública do estado de São Paulo e membro do Núcleo de Situação Carcerária do órgão afirma que a política repressora na questão das drogas atinge desproporcionalmente as mulheres. Segundo ela, a Defensoria tem atuado junto aos presídios para auxiliar as presas, muitas delas chefes de família, a responder ao processo em liberdade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o crescimento do número de presas no Brasil tem velocidade superior ao dos homens, apesar da população carcerária masculina ser maior. Ainda segundo o Instituto, 65% das presas nos últimos cinco anos responde por tráfico de drogas.

Para Belloque, o aumento de mulheres no cárcere por conta do tráfico representa uma distorção: "o tráfico que está gerando o encarceramento das mulheres é insignificante para a sociedade brasileira", afirma, já que boa parte delas comercializam um porte muito pequeno da droga, ou apenas levam-na para os companheiros na prisão. Segundo uma ótica "abolicionista de penas", a Defensoria critica a política de encarceramento em massa praticada no Brasil.

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Foto Minimizada-  Rock & Rejas: Sonidos de la Cárcel (Gira 2003) Flickr CC