Fonte: Plataforma Brasileira de Política de Drogas

A Assembleia Geral da ONU organizou uma reunião de alto nível em preparação para a UNGASS 2016 no último 7 de Maio e a PBPD esteve presente, por meio do nosso Coordenador de Relações Institucionais, Gabriel Santos Elias.

Apesar do diálogo escasso entre os países envolvidos no processo, o encontro revelou questões essenciais para o sucesso do evento no ano que vem e serviu como forma de conhecer um posicionamento inicial das nações no tema das drogas.

Ficou evidente uma polarização entre países com políticas mais progressistas (Argentina, Uruguai, Colômbia, México, Nova Zelândia e Jamaica) e nações mais conservadoras (grande parte da África e da Ásia, especialmente China, Rússia, Índia e África do Sul). A ausência de interlocutores que possam promover o diálogo entre posições tão divergentes é um aspecto preocupante, porém pode ser uma grande oportunidade para o Brasil tomar a frente da discussão e ter uma participação mais ativa.

Apesar de o Governo brasileiro não ter um posicionamento fechado em defesa das principais mudanças que os países progressistas defendem no debate, tem um bom diálogo com esses países e especialmente com a sociedade civil. Foi, inclusive, um dos países que mais destacaram a importância da participação da sociedade civil no processo UNGASS e co-patrocinou uma reunião com organizações de todo mundo prévia à reunião de alto nível em Nova York. Além de ter diálogo com os países progressistas e a sociedade civil nesse debate, o país faz parte dos BRICS e tem boa relação com todo o sul global, que são numerosos na Assembleia Geral e têm posição mais conservadora. O posicionamento do Brasil na geopolítica mundial permite a ele promover o diálogo entre setores mais progressistas e nações mais conservadoras para destravar o processo e garantir algum avanço na UNGASS 2016.

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