A recente morte de uma jovem mulher na Austrália junto com as notícias de um aumento na pureza do MDMA no Reino Unido, dão relevo à necessidade de haver um acesso mais abrangente a serviços de testes às drogas em festivais e recintos noturnos de forma a reduzir os danos associados com o consumo de drogas.

Num artigo recente para o The Conversation, a professora Alison Ritter, especialista em política de drogas na UNSW Austrália, delineou seis razões pelas quais a Austrália deveria implementar uma estratégia de minimização de danos abrangendo testes a comprimidos e outras drogas festivas, por forma a assegurar que as pessoas saibam o que estão a tomar. Entre os argumentos expostos, nota-se que tais iniciativas têm mostrado ter um impacto no mercado negro, assegurando que as substâncias perigosas são retiradas no seguimento de alertas aos consumidores e tiveram um efeito positivo nos hábitos de consumo dos utilizadores em alguns casos. Ademais, tal aumenta a nossa compreensão sobre quais as substâncias que circulam na comunidade dos utilizadores de drogas.

O teste de drogas não é uma ideia particularmente nova, tendo sido aplicada em várias iniciativas locais em Espanha, Portugal, Áustria, Holanda, Suíça e Bélgica. Adicionalmente, existem formas similares de testar drogas nos EUA, Canadá e Colômbia. No entanto, a prática não está de todo disseminada, apesar dos benefícios óbvios da minimização de danos.

Leia o artigo completo.

Registe-se para recever as Alertas mensais do IDPC e obter informação sobre questões relacionadas com as políticas de drogas.