A guerra às drogas, que se apoia no paradigma proibicionista, fracassou miseravelmente. Nunca as drogas ilegais foram tão abundantes, tão baratas, tão acessíveis e tão potentes quanto hoje. Além de não ter sido capaz de suprimir oferta e demanda de psicoativos, a proibição produziu violência, corrupção e encarceramento em massa.

Dentre as diversas substâncias capazes de alterar a consciência ordinária que foram proscritas, a maconha se destaca por ser a droga ilegal mais consumida no planeta. De acordo com o Relatório Anual sobre Drogas de 2013 do Escritório da ONU para Drogas e Crime (UNODC), 180 milhões de pessoas fazem uso da erva.

Não por acaso, as experiências reguladoras mais importantes nesse campo tiveram a maconha como objeto: a tolerância com o consumo em coffeshops, na Holanda, em meados dos anos 1970; a prescrição medicinal na Califórnia, autorizada a partir da decisão proferida pelo juiz Francis L. Young de Orange County, em 1988 (e que se espalhou por mais 20 estados americanos); a criação dos clubes sociais canábicos no País Basco, na Espanha, na década de 1990.

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