Especialistas que defendem a descriminalização do consumo de drogas ouvidos pela Folha lamentaram a posição do papa Francisco em seu discurso na noite de quarta-feira, no Rio, quando criticou iniciativas que estariam "deixando livre o uso das drogas".

"Lamentavelmente, o papa se equivoca ao relacionar as política antiproibicionistas com uma ideia de liberou geral, de anarquia, quando é justamente o contrário", disse a socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes.

"As pessoas que defendem a legalização a querem com regulação, com ação do Estado. Hoje, as drogas são proibidas e, mesmo assim, o consumo cresce no mundo."

A jurista Maria Lúcia Karam, membro da ONG internacional Leap (Law Enforcement Against Prohibition), disse que o papa "irá compreender, mais cedo ou mais tarde", que os sofrimentos causados pela proibição são maiores do que os do vício.

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