Longe de eliminar o uso de drogas e o comércio ilícito, o proibicionismo fomentou inadvertidamente o desenvolvimento do maior mercado mundial de mercadorias ilícitas – um mercado que vale centenas de biliões de dólares, controlado apenas por oportunistas criminosos. Produzido em colaboração com os apoiantes dos projectos Law Enforcement Against Prohibition, Transform Drug Policy Foundation, Release, o Centro Internacional para a Ciência em Políticas de Drogas e a Harm Reduction International, o último “Count the Costs” briefing destaca como é que este mercado ilícito e sem regulação gera:

  • Crime organizado
  • Crimes de rua
  • Detenções em massa
  • Crimes violentos
  • Crimes perpetuados por governos e estados
  • Grandes custos económicos ao nível de forças policiais relacionadas com a guerra às drogas;

O briefing irá formar uma parte essencial da nossa proximidade para integrar as ONGs que trabalham com o sector da justiça criminal, com base nos apoios que a Count the Costs já recebeu de organizações como a Howard League para a Reforma Penal e Make Justice Work.

Descobertas de todo o mundo revelam que apesar de as forças da lei poderem mostrar resultados aparentemente impressionantes em termos de detenções e apreensões, os impactos no mercado das drogas são inevitavelmente marginais, localizados e temporários. De facto, como o Gabinete da ONU das Drogas e Crime reconhece, uma das consequências inesperadas da guerra às drogas é o tão falado “efeito balão”, que em vez de eliminar a actividade criminal, as forças policiais apenas as deslocam para outros locais. Quando as forças detêm os criminosos, também criam um vácuo e ainda maior violência, uma vez que os gangs rivais lutam pelo controlo.

A iniciativa “Count the Costs” tem o objectivo geral de um mundo mais seguro, saudável e justo. É a altura de todos os sectores afectados pelas actuais abordagens às drogas, particularmente aquelas agências, organizações e indivíduos preocupados com a redução do crime, apelarem aos governos e à ONU para “Contabilizarem os Custos” da guerra às drogas e explorar as alternativas.