Políticas e atividades devem procurar promover a inclusão social de grupos marginalizados, e não focar em medidas punitivas a estes.

Condições de vida difíceis e traumas associados e dificuldades emocionais são fatores importantes no desenvolvimento de problemas com drogas. Enquanto departamentos de serviços sociais e agências de desenvolvimento internacionais têm focado na melhora das condições de vida de grupos pobres e marginalizados e sua reintegração social e econômica, as políticas de controle de drogas frequentemente têm tido o efeito oposto em quem usa drogas ou planta culturas ilícitas. Por exemplo, a estigmatização e criminalização de pessoas que usam drogas restringe sua habilidade de engajar-se em atividades sociais e econômicas, e a punição de jovens usuários de drogas resulta em sua exclusão de oportunidades de educação e emprego.
As evidências mostram que os programas com foco em duras sansões penais contra  pessoas que usam drogas tiveram pouco efeito em deter seu uso e serviram somente para aumentar a exposição dos usuários a riscos de saúde e grupos criminosos.
O IDPC promove políticas que desafiem a marginalização social e estigmatização de indivíduos e grupos de alto risco. Programas de aplicação de leis, prevenção e tratamento devem incluir uma dimensão social: 
  • Políticas de drogas devem evitar medidas que agravem a marginalização de pessoas que usam drogas e agricultores de culturas ilícitas e encorajar sua reintegração ou entrada em um programa alternativo de desenvolvimento. A dependência de drogas deve ser considerada um problema de sáude, e não criminal.
  • Programas de prevenção devem ser concebidos para evitar medidas que inibam a transição saudável dos dependentes de drogas à idade adulta (como a exclusão da escola ou negação de serviços).
  • Programas de tratamento de drogas devem permitir a reintegração bem sucedida de usuários à sociedade.
  • Representantes dos grupos mais afetados pela política de drogas devem ser incluídos na elaboração e implementação de políticas e programas de drogas.
Esse enfoque também implica na adoção de políticas de saúde, sociais e econômicas  mais abrangentes. Os níveis gerais de pobreza, desigualdade e coesão social têm um impacto maior a longo termo no predomínio do uso de drogas e problemas relacionados em qualquer sociedade do que as políticas nacionais específicas sobre drogas. Se a prioridade do governo é reduzir o nível geral de dependência de drogas, então o foco deve ser em lidar com esses desafios maiores de políticas sociais, em vez de aprofundar a exclusão social através de políticas de drogas endurecidas.