Pesquisadoras apresentam os impactos da guerra às drogas e ressaltam a necessidade de mudanças no cenário atual.

Ao longo da última década, a população carcerária feminina no Brasil tem apresentado altos índices de crescimento. Segundo dados do Infopen Mulheres, entre os anos de 2000 e 2014 houve um aumento de 503%, de 5.601 para 37.380 mulheres em situação de cárcere.

Esses foram alguns dos dados apresentados por Luciana Boiteux, advogada e professora da UFRJ, na mesa de debate “Drogas, gênero e raça”, no dia 30 de agosto, durante a 23ª edição do Seminário Internacional de Ciências Criminais, organizado pelo IBCCrim. A mesa também contou com a participação de Nathália Oliveira, cientista social e coordenadora da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas, e com a mediação de Marcio Barandier e Daniel Lima.

Luciana Boiteux apresentou dados do Infopen Mulheres de 2014 e mostrou a dificuldade de acesso e atualização dos dados judiciários acerca da prisão de mulheres. Um dos diagnósticos trazidos pela advogada foi a principal causa do elevado índice de encarceramento feminino: o tráfico de drogas. Durante sua fala, ela apresentou o estudo Mulheres e crianças encarceradas: um estudo jurídico-social sobre a experiência de maternidade no sistema prisional do Rio de Janeiro, que perfilou as mulheres em contexto de privação de liberdade, mostrando não só as condições precárias da prisão, mas também como a prisão domiciliar é negada a essas mulheres.

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